domingo, 19 de março de 2017

27 DE MARÇO DIA DO CIRCO





Teatrinho do circo


No circo, os palhaços viviam levando alegria para todas as crianças. Quando apareciam no picadeiro cada palhaço era mais engraçado que o outro. Mas, o mais engraçado era o palhaço Pirulito. Ele fazia muitas estripulias.Certo dia, Pirulito apareceu com uma carinha muito triste.

Ei! Olhem lá o palhaço Pirulito- Porque você está triste meu amigo?- Eu perdi minha alegria e não sei onde encontrar.- Não precisa se preocupar, nós vamos te ajudar.As crianças que estavam escutando a conversa logo disseram:- Um palhaço não pode ficar triste!- Nós também vamos procurar a alegria!- Ela deve estar por aí, bem escondidinha.

E lá se foram eles à procura da alegria perdida. Vendo os malabaristas eles perguntaram:
VOCÊS VIRAM A ALEGRIA DO PALHAÇO?

- Não, nós não vimos!
- Perguntem aos homens que andam na corda bamba.
- É mesmo! Talvez eles possam ajudar.

As crianças então perguntaram para os homens que andam na corda bamba:
VOCÊS VIRAM A ALEGRIA DO PALHAÇO?
- Não, eu não vi a alegria do palhaço.
- Poxa! Eu também não.
- Ela não passou por aqui não.
Ali pertinho estavam as bailarinas e as crianças perguntaram para elas:

VOCÊS VIRAM A ALEGRIA DO PALHAÇO?

- Aqui ela não se escondeu!
- Que peninha que a alegria sumiu.
- É mesmo! Puxa vida!
- Não existe circo sem alegria

E as crianças foram até os bichos.

perguntaram para os macacos:


VOCÊS VIRAM A ALEGRIA DO PALHAÇO?

- Eu só vi banana! Serve?
- Eu também só vi banana, banana, banana.

Perguntaram para os leões:

- Aqui na minha jaula a alegria não se escondeu
- É mesmo por aqui ela não passou não!

Resolveram então perguntar ao domador dos animais.

VOCÊ VIU A ALEGRIA DO PALHAÇO?
Já posso até imaginar a alegria deve estar com o mágico . A alegria deve estar dentro da sua cartola.
As crianças foram procurar o mágico, e ficaram bem escondinhas. O mágico chegou, tirou a cartola, deixou-a sobre a mesa e foi dormir. Quando o mágico estava num sono profundo, eles saíram bem devagarinho, pegaram a cartola e saíram correndo. lá dentro bem escondidinha estava a alegria do palhaço, que o mágico havia roubado.
Eles colocaram a cartola na cabeça do palhaço Pirulito. E que transformação!!! A alegria do palhaço voltou! Ele pulava, fazia piruetas e mil palhaçadas.


(TODOS DANÇAM A MÚSICA : VEM BRINCAR QUE O CIRCO JÁ CHEGOU DA XUXA)



Fonte: http://atividadesdatiaangelica.blogspot.com.br/2009/04/teatrinho-do-circo.html




PROJETO: JOGOS PEDAGÓGICOS


APRESENTAÇÃO
Jogos transformam conteúdos que não trazem interesse para as crianças em atividades prazerosas. Uma questão importante é a disciplinar, pois quando há interesse no que está sendo apresentado, constata-se que a disciplina acontece, os jogos são muito mais do que um passatempo, são meios indispensáveis para a promoção da aprendizagem disciplinar. Aliar as atividades lúdicas ao processo de ensino e aprendizagem pode ser de grande valia, para o desenvolvimento da criança, é um exemplo de atividade que desperta e muito o interesse do aluno. Além de auxiliar na cognição, pode aprimorar suas habilidades: desenvolve e estimula sua linguagem, favorecendo o desenvolvimento afetivo, cognitivo, motor, social e moral.

PÚBLICO ALVO:  
Alunos 3º do ano do Ensino Fundamental

TEMPO: Para ser trabalhado durante todo o ano letivo.

OBJETIVOS:
Objetivo Geral:
Despertar nos alunos do 3º ano da EEF. Mariano Rodrigues da Costa o interesse pelas aulas através de jogos e atividades lúdicas, ao mesmo tempo estimular a participação e diminuir os atos de indisciplina em sala de aula.

Objetivos Específicos:
- Despertar o interesse dos alunos nos conteúdos, através dos jogos;
- Desenvolver o raciocínio através dos jogos pedagógicos;
- Oferecer ao aluno aprendizagens significativas usando jogos;
- Possibilitar aos alunos conhecimentos através de atividades lúdicas.
- Diminuir os atos de indisciplina durante as aulas.

JUSTIFICATIVA
Este projeto apresenta algumas atividades lúdicas e jogos, que foram realizadas em sala, a fim de chamar a atenção e despertar o interesse dos alunos pelas aulas. Tornando-as mais atrativas e enriquecedoras. Percebendo a dificuldade de atenção, concentração e a indisciplina dos alunos no decorrer das aulas, achei por bem pesquisar novas estratégias para amenizar esse problema. Pensando na possibilidade de participação ativa dos alunos nas aulas, decidi pesquisar, criar e confeccionar jogos que tivesse relação com os conteúdos oferecidos na rotina didática do PAIC. A adaptação o início, foi muito difícil, mas com o apoio do professor Francisco, realizando um trabalho em parceria, conseguimos controlar os atos de indisciplina em sala de aula. Por fim todos já conseguiam participar das atividades com mais atenção. Eles passaram a gostar das aulas, até aqueles alunos altamente indisciplinados participavam de todos os jogos e atividades lúdicas.

METODOLOGIA
No decorrer do ano passado (2015), foram trabalhados diversos jogos envolvendo conteúdos relacionados a rotina didática do PAIC, tanto em Língua Portuguesa, quanto em Matemática. Isso para facilitar a compreensão e a aprendizagem dos alunos. Aqui estão alguns dos jogos trabalhados com os alunos:
·         - Jogo: Quanto Valem os Dados – Tabuada de somar
·         - Jogo: Pescaria da Subtração
·         - Jogo: Corrida da Multiplicação
·         - Jogo: Sinuca da Tabuada (Divisão)
Despertar o interesse dos alunos pelo estudo da tabuada; 
Desenvolver o raciocínio lógico das crianças;
Avaliar os conhecimentos dos alunos sobre o estudo da tabuada.
·         - Jogo: senhores do tempo – Trabalhando medidas de tempo
Desenvolver nos alunos, ações relacionadas ao uso social das medidas de tempo utilizando o calendário e o relógio.
·         - Jogo: Carrinho dos Simulados
Testar os conhecimentos dos alunos sobre as avaliações externas;
Trabalhar as possíveis dificuldades dos alunos com relação às questões de simulados.
·         - Jogo: Telefone sem fio -  Número do substantivo: Singular e Plural
Fixar conhecimentos sobre os conteúdos estudados.
·         - Jogo: Guarda-textos - Com Gêneros Textuais variados
Identificar os gêneros textuais usados no dia a dia e compreender suas principais características. 
·         - Jogo: Conjugação de Verbos
·        -  Jogo: Telefone sem fio -  Número do substantivo: Singular e Plural
·         - Jogo: Roleta Inteligente – Flexão do substantivo
·         - Jogo da Garrafa com Substantivo: simples e composto
·         - Jogo da Garrafa com sinônimos e antônimos
·         - Jogo: Ordem das frases
Aprender ou fixar conhecimentos de Gramática e Ortografia de forma lúdica e participativa.
Estes são alguns dos jogos realizados em sala de aula, todos condizentes com os conteúdos apresentados na rotina didática do paic. Foram tantos que deu até para formar uma apostila.

AVALIAÇÃO
A avaliação deste projeto foi feita considerando a participação, o desempenho e o compromisso dos estudantes na realização das atividades, jogos e o processo de aprendizagem dos alunos.

REFERÊNCIAS
http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/
http://www.webartigos.com/artigos/brincando-e-aprendendo-e-aprendendo-com-o-ludico/


“Brincar é a mais elevada forma de pesquisa.”

                                                     Albert Einstein.



PROFESSORA: ANTONIA VIEIRA DE SOUSA
E-MAIL: alfatoinha@hotmail.com


Atenção!!!
 Os jogos mencionados acima, você encontra nas minhas Apostilas de jogos de Linguagens e Alfabetização Matemática





domingo, 12 de março de 2017

Dinâmicas Para Encontros com Professores




Desenvolvimento das dinâmicas:

 “O Terremoto”:
Local: Espaço livre para que as pessoas possam se movimentar, mas quanto menor o espaço mais trombadas.
Participantes: Devem ser múltiplos de três e sobrar um. Ex: 22 (7×3 = 21, sobra um)
Desenvolvimento: Dividir em grupos de três pessoas, lembre-se que deverá sobrar um. Cada grupo terá 2 paredes e 1 morador. As paredes deverão ficar de frente uma para a outra e dar as mãos (como no túnel da quadrilha da Festa Junina), o morador deverá ficar entre as duas paredes. A pessoa que sobrar deverá gritar uma das três opções abaixo:
1 – MORADOR!!! – Todos os moradores trocam de “paredes”, devem sair de uma “casa” e ir para a outra. As paredes devem ficar no mesmo lugar e a pessoa do meio deve tentar entrar em alguma “casa”, fazendo sobrar outra pessoa.
2 – PAREDE!!! – Dessa vez só as paredes trocam de lugar, os moradores ficam parados.
Obs: As paredes devem trocar os pares. Assim como no anterior, a pessoa do meio tenta tomar o lugar de alguém.
3 – TERREMOTO!!! – Todos trocam de lugar, quem era parede pode virar morador e vice-versa.
Obs: NUNCA dois moradores poderão ocupar a mesma casa, assim como uma casa também não pode ficar sem morador. Repetir isso até cansar…
Conclusão: Como se sentiram os que ficaram sem casa? Os que tinham casa pensaram em dar o lugar ao que estava no meio? Passar isso para a nossa vida: Nos sentimos excluídos no grupo? Na Escola? No Trabalho? Na Sociedade?
Sugestão: Quanto menor o espaço melhor fica a dinâmica, já que isso propicia várias trombadas, porém torna a dinâmica de grupo muito mais divertida!!!
Tempo de aplicação: 30 minutos.

DINÂMICA CANTADA
1-Quando pensei em ser professor, o que aconteceu?
2- Ao encontrar alunos com dificuldades, o que disse?
3- Quando um aluno me magoou, o que pensei?
4- Mas quando começo minha aula, qual a sensação?
5- Quando os alunos estão desanimados, pelos problemas do dia-a-dia, o que digo?
6- Como reajo às inovações?
7- Ser professor é?
8- E quando quero descobrir se estou no caminho certo…
Respostas: (cantadas pelos professores)
1- Os sonhos mais lindos sonhei! De quimeras mil, um castelo ergui.
2- Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima.
3- Ainda vai levar um tempo pra fechar o que feriu por dentro. É natural que seja assim, tanto pra você quanto pra mim.
4- Quando eu estou aqui, eu vivo este momento lindo. Olhando pra você e as mesmas emoções sentindo.
5- Canta, canta minha gente deixa a tristeza pra lá. Canta forte canta alto que a vida vai melhorar.
6- Tudo que se vê não é, igual ao que a gente viu a um segundo. Tudo muda o tempo todo no mundo. Não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo, agora, há tanta vida lá fora. Aqui dentro sempre como uma onda no mar…
7- Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar, cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei que a vida devia ser bem melhor s será. Mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita.
8- Olho pro céu e vejo uma nuvem branca que vai passando, olho pra terra e vejo uma multidão que vai caminhando. Como essa nuvem branca essa gente não sabe aonde vai. Quem poderá dizer o caminho certo é você MEU PAI. Jesus Cristo, Jesus Cristo, Jesus Cristo eu estou aqui.
02. Dinâmica das balas
Deixe em cima de cada mesa uma bala embrulhada em papel. E fale para o grupo que cada um pode comer a sua bala desde que não abra com as mãos.
Deixe os tentar . Depois, fale ,novamente, assim: Vocês não podem abrir a bala com as SUAS mãos.
Leve-os a pedir a ajuda do outro que está ao seu lado para abrir a bala.Outro momento de falar em cooperação e solidariedade. Discuta com eles sobre isso . Coloque a música “Bola de meia, Bola de Gude” ( Milton Nascimento) para ouvirem e pensarem.
03. Dinâmica de tirar o chapéu

Materiais: um chapéu e um espelho
O espelho deve estar colado no fundo do chapéu.
Procedimento: O animador escolhe uma pessoa do grupo e pergunta se ela tira o chapéu para a pessoa que vê e o porquê, sem dizer o nome da pessoa. Pode ser feito em qualquer tamanho de grupo e o animador deve fingir que trocou a foto do chapéu antes de chamar o próximo participante. Fizemos com um grupo de idosos e alguns chegaram a se emocionar depois de dizer suas qualidades.
04. Dinâmica das varinhas
Material a ser usado: Um feixe de 16 varinhas (pode-se usar palitos dechurrasco)
Objetivo: União do grupo. A fé como força que pode agregar, unir e dar resistência às pessoas.
1. Pedir que um dos participantes pegue uma das varinhas e a quebre. (o que fará facilmente).
2. Pedir que outro participante quebre cinco varinhas juntas num só feixe (será um pouco mais difícil).
3. Pedir que outro participante, quebre todas as varinhas que restaram, se não conseguir, poderá chamar uma outra pessoa para ajudá-lo.
4. Pedir que todos os participantes falem sobre o que observaram e concluíram.
5. Terminar com uma reflexão sobre a importância de estarmos unidos.
05. Dinâmica da comunicação gesticulada
– Participantes: 15 a 30 pessoas
– Tempo Estimado: 30 minutos
– Modalidade: Comunicação Gestual.
– Objetivo: Analisar o processo de comunicação gestual entre os
integrantes do grupo.
– Material: Aproximadamente vinte fichas com fotografias ou desenhos
para serem representados através de mímicas.
– Descrição: O coordenador auxiliado por outros integrantes deve
encenar através de mímicas (sem qualquer som) o que está representado
nas fichas, cada qual em um intervalo de aproximadamente um minuto.
Os demais integrantes devem procurar adivinhar o que foi
representado. Em seguida, deve-se comentar a importância da
comunicação nos trabalhos e atividades do cotidiano, bem como do
entrosamento dos integrantes do grupo para que juntos possam até
mesmo sem se comunicar entender o que os outros pensam ou desejam
fazer.

06. Dinâmica do nó
Dinâmica do nó
Material: Não é necessário
Desenvolvimento: Os participantes de pé, formam um círculo e dão as mãos. Pedir para que não se
esqueçam quem esta a seu lado esquerdo e direito.
Após esta observação, o grupo deverá caminhar livremente. a um sinal do animador o grupo deve
para de caminhar e cada um deve permanecer no lugar exato que está. Então cada participante
deverá dar a mão a pessoa que estava a seu lado (sem sair do lugar, ou seja, de onde estiver ) mão direita para quem segurava a mão direita e mão esquerda para quem segurava a mão esquerda. (Como no início). Com certeza, ficará um pouco difícil devido a distância entre aqueles que estavam próximos no início, mas o animador tem que motivar para que ninguém mude ou saia do lugar ou troque o companheiro com o qual estava de mãos dadas.
Assim que todos estiverem ligados aos mesmos companheiros, o animador pede que voltem para a
posição natural, porém sem soltarem as mãos e em silêncio. (O grupo deverá desamarrar o nó feito
e voltar ao círculo inicial, movimentando-se silenciosamente.) Se após algum tempo não conseguirem voltar a posição inicial, o animador libera a comunicação. Enfim, partilha-se a experiência vivenciada. (destacar as dificuldades.)
Obs: Sempre é possível desatar o nó completamente, mas quanto maior for o grupo, mais difícil fica. Sugerimos que se o grupo passar de 30, os demais ficam apenas participando de fora.

07. Dinâmica das máscaras
Material: Folhas em branco, Canetas ou hidrocor, Barbante de 50 cm, Tesoura.
Desenvolvimento: Cada participante recebe um
folha em branco. Em cada lado da folha desenha uma máscara e escreve:
Lado 1: Aquilo que acha que é. (alegre, triste, feio, bonito.) (Como me vejo)
Lado 2: Escreve como os outros me vêem. (3 aspectos como os outros me vêem.)
Colocar a máscara no rosto do lado “como me vejo”. Circular pelo ambiente lendo o que está escrito na máscara dos outros e deixando que as pessoas leiam o que está escrito na sua.
Após um tempo, mede-se o lado da máscara e continua a circular, se conhecendo. Partilhar em grupo como cada um acha que é, o que os outros acham, etc…


FONTE: http://espacoeducar-liza.blogspot.com





Tabela Pitagórica para aprender multiplicação



Projeto

Objetivo
Adquirir recursos para reconstruir rapidamente os resultados das multiplicações básicas.
Conteúdo(s) 
- Sistematização e ampliação do repertório de multiplicações.
- Exploração das relações de proporcionalidade envolvidas nas multiplicações.
Ano(s) 
Tempo estimado 
Ao longo do ano inteiro.
Material necessário 
Tabela pitagórica para completar (uma por aluno);
Cartaz com a mesma tabela (reproduzida em tamanho grande) para a análise coletiva posterior;
Tabelas com alguns erros para os alunos corrigirem.
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Proponha que os alunos completem a tabela pitagórica. Diga que analisem diferentes relações entre os números e de que maneira podem encontrar alguns resultados das multiplicações a partir de outros. Por exemplo, para saber quanto é 7 x 8, é possível pensar no dobro de 7 x 4, ou no quádruplo de 7 x 2, ou ainda, pensar em 5 x 8 + 2 x 8, ou em 7 x 10 - 7 x 2. Apresente uma tabela pitagórica para os alunos e explique como preenchê-la. Proponha que, individualmente, preencham os quadradinhos correspondentes àqueles produtos que lembram de memória.


Reserve um tempo para que preencham os resultados que lembram de memória e em seguida proponha a discussão coletiva. O aspecto central dessa discussão é que os alunos reflitam sobre como usar os resultados que se lembram para encontrar outros a partir das relações entre as diferentes fileiras e colunas desta tabela. Para a tabuada do 5, por exemplo, é interessante retomar o que os alunos sabem sobre a multiplicação por 10, chegando a formulações como: a tabuada do 5 é fácil porque todos os números terminam em 0 ou em 5; se olharmos a tabuada do 5 de dois em dois quadradinhos, a partir do 10 (5 x 2), encontramos a tabuada do 10, porque duas vezes cinco equivale a uma vez dez; se olharmos a tabuada do 5 de dois em dois quadradinhos, a partir de um número que termina em 5, chega-se em outro número que também termina em 5, que é o resultado de se somar 10 ao resultado anterior; multiplicar por 5 é a metade de multiplicar por 10. 

Do mesmo modo, é possível analisar a relação entre as fileiras ou colunas do 2 e do 4, onde os resultados da segunda são o dobro dos da primeira; ou entre o 4 e o 8; entre o 3 e o 6; o 5 e o 10. Ou as relações entre a fileira ou a coluna do 2 e do 8, onde os resultados da segunda são o quádruplo dos da primeira; ou do 9 e do 3, onde os resultados da primeira são o triplo dos da segunda. Também é possível estabelecer que os resultados da fileira ou da coluna do 7 podem ser constituídos somando os resultados das fileiras ou colunas do 3 e do 4; ou subtraindo, por exemplo, das multiplicações por 10 os resultados da multiplicação por 3 etc. Do mesmo modo, é possível conhecer os resultados de outras multiplicações, tais como as multiplicações por 9, a partir da soma dos resultados da multiplicação por 4 e por 5; por 7 e por 2, ou ao subtrair 9 do resultado das multiplicações por 10; etc.

Algumas atividades para sistematizar tais discussões podem ser: 
  1.


2- Sem fazer o cálculo, escreva as seguintes contas em ordem crescente: 

6x6     3x5 
4x5     6x7
5x5     8x7
9x8     9x10
8x8

3 - Complete as seguintes tabelas:

Em síntese, trata-se de estabelecer uma rede de relações entre multiplicações a partir da tabela da multiplicação, porém estas relações não substituem a memorização dos resultados no momento de realizar um cálculo.
2ª etapa 
A propriedade comutativa da multiplicação faz com que baste memorizar a metade dos produtos do quadro. Esse aspecto se refere aos resultados que se repetem a partir de um eixo de simetria constituído por uma diagonal do quadro. Isto, baseado na comutatividade da multiplicação, permite reconstruir uma metade do quadro a partir do conhecimento da outra metade.

Proponha aos alunos a análise coletiva e registre no caderno as descobertas que fizerem acerca do eixo de simetria.

Proponha aos alunos que busquem diferentes multiplicações que cheguem a um mesmo resultado. Por exemplo, 24, 18, 30, 32, 36.

Se sabemos que 4 x 6 é igual a 24, fica fácil saber que 6 x 4 também é igual. O mesmo com 8 x 9, que é igual a 72, 9 x 8 também é igual a 72. Ter consciência de que os resultados de metade da tabela pitagórica são os mesmo da outra metade, facilita o entendimento das regularidades e a memorização dos resultados.
3ª etapa 
As multiplicações por 0 e por 1 são casos especiais. Proponha a reflexão sobre o que acontece quando se multiplica por 0 e por 1, respectivamente. Organize anotações no caderno.
4ª etapa 
Proponha aos alunos um jogo para sistematizar as descobertas sobre as regularidades e propiciar o aumento do repertório de cálculos: mostre aos alunos a tabela da multiplicação do cartaz completa, com alguns quadradinhos tapados, e peça que anotem em seus cadernos os resultados das multiplicações que se encontram ocultos (eles não podem consultar suas tabelas pessoais).

Em outro momento, entregue tabelas completas, mas contendo alguns erros, e solicite que os alunos os corrijam.
5ª etapa 
É necessário propor, em sucessivas oportunidades, um trabalho sistemático dirigido a memorização deste repertório pelos alunos. Para isto, peça que anotem quais são as multiplicações que recordam facilmente, de memória, e não precisam voltar a calcular a cada vez e, quais as que são mais difíceis de recordar. Em momentos coletivos, os alunos poderão apresentar as multiplicações que consideram mais difíceis e, junto com seus colegas, buscar pistas - a partir das diferentes relações - que permitam recordá-las.

Por exemplo, se alguém não lembra quanto é 9 x 8, é possível reconstruir essa multiplicação a partir de:
9 x 4, vimos que 9 x 8 é o dobro de 9 x 4: 9 x 8 = 9 x 4 x 2 = 36 x 2 = 72;
9 x 8 = 9 x 5 + 9 x 3 = 45 + 27 = 72;
9 x 8 = 5 x 8 + 4 x 8 = 40 + 32 = 72;
10 x 8 - 8 = 80 - 8 = 72;
9 x 10 - 9 x 2 = 90 - 18 = 72;
etc.

Estas "pistas" ficarão registradas nos cadernos para que os alunos possam voltar a elas tantas vezes quanto seja necessário. Toda essa bagagem de conhecimentos constituirá uma trama que contribuirá para o trabalho de memorização das tabuadas que inevitavelmente os alunos deverão realizar.

Periodicamente, entregue uma série de cálculos para os alunos realizarem individualmente em um curto período de tempo e sem consulta às pistas do caderno, a fim de verificar se o repertório de cálculos memorizados está aumentando gradativamente.
6ª etapa 
Proponha problemas que devam ser resolvidos com a calculadora. Tais problemas devem requerer a reconstrução de um resultado da tabela da multiplicação a partir de outros:

Se na calculadora você precisar fazer as seguintes multiplicações, mas a tecla do 8 não estiver funcionado. Como poderá fazê-las?
4 x 8 =
6 x 8 =
7 x 8 =
5 x 8 =

Se você precisar fazer estas outras multiplicações sem usar a tecla do 6?
9 x 6 =
8 x 6 =
7 x 6 =

E se você precisar fazer estas outras sem usar a tecla do 7?
4 x 7 =
10 x 7 =
5 x 7 =
Avaliação 
Para que os próprios alunos possam ir controlando quais são os resultados das multiplicações que se recordam e quais não, proponha o seguinte jogo: fale uma multiplicação e a anote na lousa. Dê um breve tempo para que os alunos, individualmente, a escrevam em seus cadernos e anotem também seu resultado. Em seguida, dite outra multiplicação e os alunos repetem o procedimento. Mesmo que não lembrem o resultado copiam a multiplicação. 
Depois de várias multiplicações, solicite que confiram os resultados com a calculadora e proponha a discussão coletiva sobre quais foram as multiplicações que vários alunos não puderam responder ou erraram.

Selecione quais multiplicações irá analisar e coordene, então, uma discussão coletiva entre todos os jogadores. Construam, coletivamente, "pistas" que permitam recordar essas multiplicações em uma próxima oportunidade.

Oriente os alunos para organizarem as multiplicações que precisam estudar. Para isto, proponha o trabalho individual no caderno e peça que agrupem as multiplicações mais difíceis, que anotem as pistas sugeridas na aula e que, além disso, solicitem pistas para algumas multiplicações que não foram discutidas coletivamente. Oriente que organizem um estudo diário ao longo dos dias.

Créditos: 
Simone Azevedo
Da Equipe Pedagógica da Comunidade Educativa CEDAC, adaptado "Plan Plurianual para el Mejoramiento de la enseñanza - Cálculo mental con números naturales - Docente", do Governo da Cidade de Buenos Aires, Secretaria de Educação, Direção Geral de Planejamento. Coordenação autoral: Patricia Sadovsky. <a target="_blank" href="http://www.buenosaires.gov.ar/areas/educacion/curricula/plan_pluri.php">Elaboração do material: María Emilia Quaranta, Héctor Ponce</a>

Fonte: http://rede.novaescolaclube.org.br/planos-de-aula/tabela-pitagorica-para-aprender-multiplicacao